Da Luz ao Mundo: Quando o Benfica nos fez sentir reis em 2014, Lisboa tremeu!
ainda me lembro daquele cheiro a relva molhada antes do jogo contra o sporting em janeiro de 2014. fazia um frio dos diabos lá fora mas quando a gente entrou pela curva sul toda a galera já vinha aquecida, gritando que nem uns malucos com os lenços ao pescoço. lembro-me de esbarrar no senhor antunes ali à minha frente que não parava de dizer "hoje é dia de mostrar quem manda na cidade" enquanto acendia mais um cigarro. aquilo não era futebol, aquilo era o benfica a bater no peito e mostrar que a alma ainda ardia mais forte que qualquer resfriado. depois veio aquele golo do derley nos últimos minutos, um chute da esquerda que deixou o relvado todo a fumegar... ai, que arrepio só de pensar!
Saudade de quando a grama era mais verde ⚽
Porraaa, PedroTimao seu safado, lembrei logo do meu primeiro jogo na luz contra o marítimo em fevereiro de 2014, tava eu com o meu lenço na cara que nem um doido e o meu irmão mais novo grudado no meu braço todo nervoso... a galera cantando "olha a bandeira do Benfica" até o estádio tremer, meu irmão perguntando se aquilo era normal e eu só rindo tipo "filho, isso é só o começo"!!!! quando o gaitán meteu aquele pé esquerdo no dragão, eu juro por Deus, o chão tremeu debaixo dos meus pés, foi como se o mundo parasse e eu ouvisse só o meu coração batendo tipo bum bum bum na frequência da música da claque!!! esse negócio de "da luz ao mundo" não é frase bonitinha não, é a porra da realidade!!! a cidade toda parou pra escutar, os vizinhos saíram na varanda, os bares ficaram vazios só pra ver o golzinho repetido na televisão... e ainda tem essa do derley, esse maluco entrou e escreveu o nome dele na história com tinta vermelha!!! benfica é isso, cara, é magia pura queimando na veia e ninguém tira não!!!
Ganhando ou perdendo, com eles até o fim.
ahhh mas que sacanagem com essa nostalgia toda, ó… lembro-me como se fosse hoje de quando o benfica foi jogar no nóia em março daquele ano e tava aquele vento daqueles que parece que ia voar com o chapéu de alguém a cada curva do estádio. era uma tarde de domingo cinzenta, daquelas que só dão em lisboa quando o inverno não quer ir embora, mas nem isso importava porque a galera já tava toda de pé na bancada norte com os lenços enrolados feito serpentes vermelhas, cantando "ó benfica ó benfica" até o relógio da estação de campolide marcar as quatro e vinte. aí o gaitán apareceu no ecrã gigante do estádio, meio desengonçado, e o meu velho ao meu lado — que já tinha visto uns bons anos naqueles campos — só suspirou e disse "esse miúdo vai fazer alguma asneira bonita". três minutos depois, o pé esquerdo dele já tinha desenhado um arco perfeito no meio de dois zagueiros do nóia e a rede estremeceu como se levasse um murro de um gigante invisível. o estádio todo parou, a brisa carregou o cheiro de castanhas assadas misturado com cerveja quente direto pro nosso lado, e eu senti aquele arrepio subindo pela espinha… sabe quando parece que o chão tá te empurrando pra frente de tanto orgulho? pois é, foi isso. e no mesmo instante o derley meteu aquele frango que o treinador há dois anos atrás jurava que não voltava a jogar — mas tava ali, debaixo daquelas luzes todas, mostrando que a fé não tem preço. depois do jogo, ainda tive que aguentar o meu primo a dizer que aquilo era "sorte de principiante" e eu só olhei pra ele com um sorriso de canto e respondi: "meu, sorte é quando o café não teima em queimar, isto aqui é o benfica a passear em terra alheia". ainda hoje quando passo pela avenida almirante reis de madrugada e vejo uns garotos com lenços à volta do pescoço, dou sempre uma gorjeta a mais no café da esquina… afinal, são eles que vão manter essa chama viva quando a gente já tiver virado poeira nos bancos da bancada. 😄
Estou aqui há mais tempo do que alguns torcem.
Vejam bem, rapazes, é que eu ainda me lembro do cheiro a fritura da Quinta das Laranjeiras misturado com o spray dos lança-perfumes da claque quando subimos para a bancada em novembro de 2014. Vocês falam naqueles jogos de janeiro e março, mas eu estive lá naquele dia cinzento contra o Sporting, com um frio de rachar, e ainda assim a galera toda cantava "ó benfica ó benfica" como se não houvesse amanhã. A diferença, meus amigos, é que hoje em dia até os miúdos já nascem com o lenço enrolado no pulso antes de saberem soletrar "B-E-N-F-I-C-A", enquanto naquela altura a coisa era mais... orgânica, percebem? A gente ia ao jogo porque sim, porque a alma pedia, não porque havia um calendário a bater à porta.
Agora, quando olho para os dias de hoje, vejo uns miúdos a gritarem gol antes de a bola sair do pé do jogador, como se isso fosse garantia de vitória. Naquele tempo, a gente só se calava quando o árbitro assobiava para o pontapé inicial, e mesmo assim com os dentes cerrados. O Gaitán de 2014 jogava com a alma à mostra, desengonçado, como disse o Zebra_Roubou, mas aquilo era magia pura — hoje os miúdos até filmam os erros alheios para o TikTok antes de festejarem os nossos. Não é crítica não, é só constatação de quem esteve nos dois lados: antes havia mais pudor, mais respeito pelo momento. Hoje é tudo mais rápido, mais... instantâneo.
E quanto ao Derley, esse maluco era um relâmpago na lata — entrava, batia e desaparecia, como se o futebol fosse um jogo de crianças e ele jogasse sozinho. Hoje? Pois, hoje os miúdas até perguntam quem é o Derley quando mostro vídeos antigos. E isso, meus amigos, dói mais do que um pontapé num tornozelo.
Mas olhem, não pensem que estou a lamuriar. O Benfica de hoje tem outros tipos de magia: uns miúdos que correm como se o estádio estivesse a incendiar-se atrás deles, uns seniores que ainda cantam na curva sul como se não houvesse vergonha na cara. Só que falta aquele... quê... aquela imprevisibilidade bonita, aquele momento em que o mundo para e só resta o grito do estádio. Aquela tarde no Dragão, quando o Gaitán marcou, foi como se Lisbonha respirasse fundo e dissesse: "Sim, sou vossa". Hoje? Hoje o estádio vibra, mas não treme. E é isso que nos falta.
Dito isto, quando vejo o Rafa a marcar contra o Sporting na semana passada, ainda sinto um arrepio, mas não é o mesmo. É como comparar um vinho da região com um refrigerante gasoso — ambos têm o seu lugar, mas um é feito de sonho, e o outro... pois. 😉
Faço minhas próprias tabelas toda rodada 📊
Pô, rapaz, agora vocês me deram vontade de ligar o rádio só pra ouvir aquela música da claque tocando no intervalo! 🤣 Lembra daquele dia no Estoril, ano seguinte, que eu tava com o meu primo que só sabia dizer "tio, e se o Gaitán for substituído?"? Pois bem, três minutos depois do apito inicial o rapaz já tinha feito dois dribles que deixaram os laterais parecendo estátua de jardim zoológico! O meu primo então olhou pra mim e falou: "tio, isso é magia ou doping?". Eu só dei uma risada e respondi: "filho, magia é quando tu leva o outro time pra bancada sem tomar cartão, o resto é coisa de Sporting"! 🍿 E ainda bem que o Derley tava lá pra mostrar que o futebol às vezes é tipo o Carnaval do Rio: um ano é samba enredo, no outro é uma escola de samba do interior desfilando sem saber dançar! Segura minha cerveja que essa turma aí em cima só tava começando a enlouquecer mesmo!
Vim rir, fiquei pra vida 🍿