Do Bernabéu ao título: o orgulho de viver essa história Real!
ai, a galera nem imagina o frio na barriga que deu aquele dia 24 de maio de 2014 no Bernabéu, quando o cristinho levantou a Champions de novo bem debaixo dos narizes do rivals! eu tava lá no topo da bancada sul, ao pé do setor das bandeiras, com a camisa do 7 a me bater no peito igual louco — e quando o juiz apitou o fim, meu Deus, aquilo foi mais forte que um remédio pra tosse: chorava feito criança, abraçado ao primeiro desconhecido que achei pela frente. lembro que até a vovó do lado pediu pra gente calar, mas como é que a gente ia ficar quieto com aquele gol final do baleia no minuto 120, meu irmão? era o ronaldo a fazer o que fazia de melhor: aparecer quando não dava mais pra respirar. e ainda teve aquele segundo gol, que a molecada nem viu direito de tão rápido — mas eu vi, e guardei até hoje na retina: cris saiu correndo pro abraço do puto rafalete, e a galera toda ficou em pé um bom tempo até o jogador do rivals botar a mão na cabeça. aquilo ali não era só três pontos ou um troféu, era a história a se repetir no nosso quintal. o rivals? bom, os coitados já iam pra casa com os calções molhados de vergonha… 😄
Assista tanto quanto eu e você vai entender.
opa véi, RAFA te entendo demais, mas deixa eu te contar uma que não sai da minha cabeça não... tava eu lá embaixo do Fã-Club, naquelas arquibancadas que balançam feito barquinho em dia de maré grande, sabe? aquele calorão de junho, sol rachando no pescoço, todo mundo com a camisa grudada no corpo de tanto suor e ansiedade... eu tava com meu irmão mais novo, ele com 15 anos mal completados, aquela paixão nascendo nele ainda tímida, eu tentei disfarçar mas tava com o coração na mão igual os bandeirolões tremulando lá em cima 💪
quando o baleia abriu o placar aquela vez, meu irmão agarrou meu braço feito alicate e falou num fiapo de voz: "cris vai fazer o segundo não vai?" e eu só respondi assim, sem querer botar fé antes de tempo: "isso ai, moleque, esse time não morre de pé..." 🔥
e quando ele levantou aquele troféu enorme dentro do nosso castelo, o irmãozinho saltou feito pipoca, gritou tão alto que até o camburão da segurança olhou pra gente... e a galera toda cantando "¡Hala Madrid!" até o eco virar sussurro, aquilo ali valia por dez Campeonatos Mundiais, meu irmão!
cris no seu melhor aquele dia nem parecia um jogador, parecia um pedaço do meu bairro a conquistar o mundo ali naquelas arquibancadas todas. lembro de um senhor ao meu lado, deve ter uns 80 anos se tivesse, com a camisa número 7 toda desbotada nos ombros e uma medalha do clube pendurada no pescoço que ele não parava de mexer com os dedos — como quem confere se é mesmo real. quando o baleia balançou as redes pela segunda vez, o velho levantou os braços com tanta força que a medalha voou pra frente e quase acertou a cara de um garoto atrás de nós, mas ninguém ligou, todos só riram e aplaudiram como se fosse o momento mais feliz daquele homem em décadas. depois, quando o juiz apitou o fim e o capitão ergueu aquela taça que parecia mais pesada que as nossas almas de tanto esperar, vi o senhor chorar calado, com a medalha apertada contra o peito, e soltar um "agora sim, meu menino" que me fez lembrar da minha avó falando do tempo em que o di stéfano fazia mágica. a molecada de hoje não faz ideia de como essas coisas grudam na gente, no jeito que o clube escolhe as pessoas e as leva pra vida toda… era mais que um jogo, era uma carta de amor escrita direto no peito da galera 😄
Saudade de quando a grama era mais verde ⚽
Bah, gente, o Rafael, o Frango e o Pedro trouxeram cada lembrança de encher os olhos… e eu tô aqui tentando não chorar de novo com vocês, porque o que a gente vive naquele Bernabéu de 2014 não tem preço, não tem comparação. Mas ó, vamos pensar juntos, sem exagerar, só na real: esse time daquele ano tinha uma coisa que a gente sente falta hoje, mas que nem todo mundo percebe na hora.
Aquele Real Madrid era um monstro de várias cabeças, mas não no sentido de "vamos comprar todo mundo e tacar dinheiro fora". Tinha o Cristiano, claro, que era um predador em campo, mas também tinha o Casillas, o capitão que parecia fazer milagre em cada jogo difícil, o Ramos jogando com a alma de fora, o Pepe destruindo tudo que se mexia… e o Xabi, meu Deus, o Xabi que fazia a orquestra funcionar enquanto todo mundo corria atrás da bola. Era um time que sabia sofrer, que sabia se recompor, que não se contentava com o empate quando tinha que ganhar. E o mais louco é que isso tudo se misturava com uma coisa que hoje a gente vê menos: eles não tinham medo de perder. Não sei se é por causa da tal "conquista eterna" ou o que, mas eles iam pra batalha com a cara e a coragem de quem já sabia o final da história.
Agora, o time atual? Bah, não vou mentir não: a gente tem o Bellingham, que já virou lenda em tão pouco tempo, o Vinícius mostrando um lado matador que a gente não via há muito, o Courtois dando show de mão grande em momentos impossíveis… mas tem uma diferença que dói um pouco. Esse time atual brilha tanto nos detalhes que as vezes a gente esquece de sofrer junto. É como se a gente tivesse entrado numa era onde o sofrimento não faz mais parte do pacote, sabe? A gente ri dos erros do adversário, acha graça nos erros nossos porque acha que sempre vai ter um jogador que resolve, e isso… isso é perigoso. Porque quando a magia some, a gente fica perdido.
Mas olha, não vou estragar o clima não. Aquele time de 2014 deixou uma herança que a gente carrega até hoje: a certeza de que o Real Madrid não nasceu ontem, não vive de hype, e quando a gente precisa, sempre tem um herói pra aparecer no minuto 120. Hoje a gente tem os nossos heróis também, só que eles ainda estão escrevendo a história deles. E é isso que faz a gente amar esse clube: sempre tem um novo capítulo pra viver, uma nova lenda pra contar… e a próxima a gente tá vivendo agora, no Bernabéu, com o nome dos nossos jogadores gritando no vento. ¡Hala Madrid, sempre!
Contexto vale mais que um número solto.
Eita, galera, cês tão me matando de saudades só de ler essas lembranças… mas olha, tem um detalhe que ninguém aqui falou ainda e que ME FEZ VIVER AQUELE DIA MAIS AINDA: quando o Baleia fez aquele segundo gol, o Bernabéu inteiro — TODOS os setores — começou a cantar "Vamos a ganar" junto com a torcida, sabe? tipo, todo mundo em uníssono, daquele jeito que parece que o estádio respira junto, nem o som do apito final abafou… foi como se o próprio estádio tivesse abraçado o time naquele abraço coletivo. E depois, quando a taça veio pra cima, cada faixa, cada bandeira, cada voz gritando "¡Campeones!" fazia o eco rolar pelas arquibancadas feito um trovão… era tanta emoção que até os seguranças ficaram parados, só olhando pra cima como se fossem parte da festa também 🔴💪
Coração com o time, cabeça em pausa.
Eita véi, esses relatos tão me dando um negócio de vontade de ligar pro meu tio que foi naquele jogo e perguntar: "ô seu Zé, você lembra se o baleia comeu pastel no intervalo ou se foi só a água pra dar sorte?" porque eu juro que ele voltou do Bernabéu com o lenço todo molhado de cerveja e de lágrima, mas não sabia dizer direito o que aconteceu — só falava que tinha visto o 7 fazer coisa de outro mundo e que a taça tava brilhando mais que o sol de Manaus em setembro 🤣🍿
Mas ó, tem uma história que eu não contei ainda e que só saiu agora porque ela é muito vergonhosa pra sair antes: eu tava lá naquele dia, no setor alto, com meu primo que nem sabe direito o que é o Real Madrid — ele só foi porque eu disse que ia ter churrasco de graça na saída. Aí, quando o Baleia fez o segundo gol, meu primo pulou tanto que derrubou a latinha de refrigerante em cima do cara da frente, e o infeliz olhou pra gente como se a gente tivesse sequestrado o filho dele! Eu tentei consolar o coitado falando que era homenagem, que a taça tava molhando todo mundo… mas ele só ficou resmungando que eu tinha que pagar o dry do cara. No fim, o chaleira ainda riu e ofereceu um copo d'água pra ele, e ainda por cima o cara saiu com a camisa do 9 emprestada! Agora todo ano ele aparece no fórum falando que a Champions 2014 foi o melhor dia da vida dele — e eu? Bom, segura minha cerveja que eu ainda tô pagando a conta do lanche daquele maluco 😂🤡
Vim rir, fiquei pra vida 🍿