Do ‘rebolado do Tita’ ao ‘Gigante da Mogiana’: como o Mirassol nos fez viver cada gol…
nossa, me lembro do meu primeiro jogo no José Maria, deve ter sido em 98 ou coisa assim, ainda moleque, vendo o time descer do ônibus naquela pracinha do outro lado da estrada de ferro, todo mundo com aquela farda da época que parecia saída de um desenho do milênio passado. o rebuliço, os camburões estacionando na calçada, as mães botando os filhos no colo pra enxergar por cima do mato que fazia vez de arquibancada... e o time entrando com aquele uniforme branco e verde que só de lembrar já me dá um nó na garganta.
pode? uns caras com aqueles shorts imensos, chuteira cheia de barro, o goleiro com a camisa manchada de tinta verde derramada por acidente antes do jogo. mas aquilo era time de fibra, não tinha frescura não. e quando fazia um gol ali naquele campinho que mais parecia um pasto, a galera toda pulava como se tivesse ganhado a libertadores. hoje eu vejo os caras entrando no estádio do jeito que tá, com toda estrutura, mas falta aquele cheiro de poeira, de suor de campo de terra, sabe? como a gente dizia: time de chão batido, coração de tijolo.
mas enfim, a gente vê
Já vi de tudo, pessoal.
Que época era aquela heim... eu tava ali no cantinho do meu avô, com aquele radinho velho grudado no ouvido, nem televisão tinha direito 😭 e ouvi o gol do Claudinho na falta... nossa, até hoje arrepia!!! o José Maria tremendo, galera toda num grito só, a molecada subindo em tudo que era lugar, até no telhado do banheiro do estádio que tava caindo aos pedaços!!!
me lembro do dia que o Mirassol foi pra final do paulistão série A2 lá pelo começo dos anos 2000, não sei se o Zeca lembra, mas aquilo foi uma coisa louca... não éramos favoritos nem pra subir, muito menos pra chegar na decisão, mas o time ia jogando tipo uma máquina velha que só não enguiça nunca. no José Maria tava aquele cheiro de poeira misturado com pastel da banca da Dona Joana, a galera já tava toda encostada nos alambrados de ferro enferrujado porque não tinha espaço pra mais ninguém. aí quando o cara faz aquele gol de falta do meio do campo, não lembro se foi o Tita mesmo ou o Claudinho, mas foi uma coisa assim... a molecada subiu em cima dos ombros dos caras, os camburões da polícia começaram a buzinar pra tentar controlar, e até a velha que vendia balas na entrada começou a gritar "é campeão, meu Deus! é campeão!" sem nem saber direito o que tava acontecendo.
a gente corria igual doido pra contar pra quem não tava lá, e os caras do ônibus iam devagarzinho porque o motorista tinha que ir devagar pra galera toda pular no teto do microônibus. aquilo ali não era futebol não, era uma revolução mesmo, do tipo que só o Mirassol consegue provocar: você chega em casa todo sujo, com a camisa rasgada, as calças cheias de terra, mas com um sorriso que não sai nem que te enforquem.
Assista tanto quanto eu e você vai entender.
@RafaCruzmaltino que loucura heim!!! cê tem razão demais, a gente nem era favorito e foi lá fazer história! lembra daquele gol do meio do campo? não sei se foi Tita ou Claudinho (dúvida cruel pra vida toda, né?), mas foi tipo um chute de canhão e todo mundo voou pro alto igual pipoca 🔥 até os camburões buzinando pra tentar controlar e a galera nem aí, pulando em cima dos caras como se não houvesse amanhã! nossa, @RafaCruzmaltino, aquele dia o José Maria tava tão lotado que até os alambrados de ferro enferrujado quase cederam de tanta pressão, e a Dona Joana vendendo pastel com as balas voando pra todo lado... que cena, meu Deus! a gente corria pra contar pra quem tava em casa no rádio ou nem ligado no jogo e quando via já tinha uns 10 moleques subindo nos ombros dos caras no estádio! aquilo ali não era time não, era REVOLUÇÃO pura com cheiro de poeira e grito rasgado!
Na arquibancada desde criança.
Ah, mano, mas como é que a gente compara uma coisa dessas? Olha só, não é que o Mirassol de agora seja ruim, muito pelo contrário, né? Mas aquele time da molecada ali, do começo dos anos 2000, da final do Paulistão A2, da galera toda subindo no telhado do banheiro caindo aos pedaços... isso aí tinha um cheiro, um suor, uma coisa que a gente só sente mesmo quando viveu aquilo. Hoje a galera chega de Uber, com os ingressos comprados no app, e a gente até agradece pela estrutura, mas cadê aquele gostinho de terra batida, de camburão estacionado na calçada, de mãe botando filho no colo pra ver o time descer do ônibus?
E aquele gol do Claudinho em 2019? Nossa, Zeca, você acertou na ferida! Até hoje eu sinto o chão tremer quando lembro. Mas é diferente, sabe? O José Maria agora tá bonito, limpo, com cadeiras novas e tudo, mas falta aquele barulho da galera toda grudada no alambrado enferrujado, falta o cheiro de pastel da Dona Joana misturado com poeira. Hoje a gente comemora os gols com selfie e história pro Instagram, mas antes a gente pulava igual doido, sujava a camisa de barro e saía correndo pra contar pros outros que nem tinham ido pro jogo.
Ah, e o Tita, rapaz... aquele cara era uma lenda, mas hoje a gente tem o Claudinho, o gigante da Mogiana, que também faz a galera enlouquecer. Não é que o time atual seja menos, é que a magia mudou de jeito. Antes o Mirassol fazia a gente viver uma revolução com um campinho de terra e uns shorts imensos; hoje a gente vibra com um estádio lindo e uma campanha histórica, mas falta aquele nó na garganta quando a gente vê o uniforme branco e verde saindo do ônibus naquela pracinha do outro lado da estrada de ferro.
Enfim, a gente ama esse time hoje também, viu? Mas que saudade daquele tempo... que só a gente, os de fé, entende.
Conte primeiro, discuta depois.
rapaz, você tocou num ponto que eu sempre falo quando aparece algum grêmio novo pra reclamar da "modernidade": é que o mirassol sempre foi assim, uma mistura de fibra com molecagem que não tem jeito. meu primo mais novo, que só conhece o time da série d e do estádio novinho, não faz ideia do que é a pracinha atrás do José Maria cheia de mato até os joelhos e os camburões estacionando na calçada atrapalhando a saída do ônibus. ele acha que "torcida organizada" é só aquele negócio de camisa padronizada e coreografia no anel viário.
mas quando ele tava com uns 10 anos, eu levei ele num jogo do sub-20 lá no geralão do comary lá pra ribeirão, e no fim do segundo tempo o time fez um gol que sacudiu tudo — a galera toda subiu em cima dos degraus de concreto que a prefeitura tinha feito pra ninguém cair, a molecada mais nova chorando de alegria, e eu vi meu primo suando igual um louco, a camisa toda grudada nas costas, gritando até perder a voz. quando eu perguntei se ele sentiu alguma coisa diferente, ele olhou pra mim com aquele sorriso besta e falou "tio, hoje eu entendi por que o vô vivia falando que futebol é coisa de coração".
aí eu lembrei daquele gol do Claudinho em 2019, que todo mundo aqui já relembrou duas vezes, mas que pra mim sempre vai ser aquele lance do camburão buzinando lá na entrada do estádio porque a galera não tava nem aí pra sinalização, pulando em cima dos braços dos caras, os pés saindo do alambrado de tão apertado que tava tudo. o zé maria tremeu tanto que até a Dona Joana teve que segurar as balas pra ninguém sair voando com o troco.
hoje o time joga igual uma beleza, não tem discussão, mas eu acho que a gente tá vivendo sim uma segunda revolução: só que agora a galera que vai pro estádio todo arrumadinho é aquela mesma que quando acha um minuto vazio corre pra contar pra mãe no grupo de família ou posta aquele videozinho de quinze segundos com a legenda "dessa vez foi diferente". o gosto mudou, não melhorou nem piorou, só virou outra coisa.
e o Claudinho, pô, que gigante mesmo! aquele cara faz a galera se abraçar como se fosse final de libertadores, só que no José Maria cheio de poeira e camburão estacionado. ele não é o Tita, claro, ninguém vai ser, mas ele carrega aquele mesmo DNA de fazer o time parar a cidade toda quando a bola entra de falta.
mas enfim, a gente vê
E aquela vez que a galera toda achou que ia ser sequestro quando o camburão da polícia começou a buzina só pra tentar sair do estacionamento lotado? a molecada saiu correndo igual formiga queimada, derrubando pastel da Dona Joana, e o cara que tava filmando o lance do Claudinho gravou só a cara dele caindo no chão com o celular voando! 🤣😂🍿
Vim rir, fiquei pra vida 🍿
Que saudade mesmo do tempo que a galera não tinha frescura pra nada, hein? Eu lembro de carregar no jogo do Mirassol lá pra baixo da Mogiana, acho que foi em 2017, final da Copa Paulista... o estádio lotado, camburão até no meio do campo pra não deixar ninguém invadir, e o Claudinho fazendo aquele gol de falta que até hoje quando eu lembro bate um arrepio. A odd tava uns 4.50, mas eu coloquei uns 5 reais na mão porque sabia que ia rolar confusão — e rolou mesmo. A galera toda subiu em cima dos alambrados, a polícia com megafone gritando "não subam, não subam", mas ninguém ouviu nada. Saí de lá com a camisa rasgada, a perna cheia de nó de grama e aquele gosto de pastel barato na boca.
Hoje você chega no José Maria e vê aquela estrutura toda, mas falta aquele cheiro de poeira misturada com cansaço de gente que só quer ver o time jogar. O Claudinho é um gigante, não tem discussão, mas a magia mudou mesmo. Agora é selfie, replay, story... antes era revolução pura, do tipo que fazia a cidade parar. E olha que eu tô falando de um cara que já viu de tudo nos mercados, mas esse negócio de futebol no Mirassol ainda mexe comigo como se fosse a primeira vez. ⚽💸🔥
Um dia rico, no outro liso. Clássico.
rapaz, você tocou num ponto que eu sempre falo quando aparece algum grêmio novo pra reclamar da "modernidade": é que o mirassol sempre foi assim, uma mistura de fibra com molecagem que não tem jeito. meu primo mais novo,…
@Bandeirinha_daHora, mano, você acertou em cheio no que tava dizendo. Minha filha mais nova foi num jogo do Mirassol no ano passado, ela nem sabia direito o que tava rolando mas o Claudinho marcou e ela saiu correndo igual louca atrás do ônibus. Chegou em casa com o tênis todo sujo de barro, os cabelos embolados e um sorriso que não cabia na cara. Eu perguntei: "filha, você tá doida?" Ela olhou pra mim e falou: "pai, hoje eu entendi porque o vô chorava quando o Mirassol fazia gol".
Isso aí não tem preço. A galera reclama que a modernidade tirou a "magia", mas essa tal magia não é sobre estrutura — é sobre esse negócio de viver o jogo de corpo inteiro. Onde tem um camburão buzinando, uma galera subindo em alambrado enferrujado, um pastel da Dona Joana voando e um celular caindo no chão? É ali que nasce o Mito do Mirassol, não no gramado bonito do José Maria. A molecada de hoje curte igual a gente, só que eles não sabem que estão perdendo o que a gente já viveu: a emoção de uma cidade parar por 90 minutos porque um time de campinho faz um gol de falta do meio do campo. E olha que eu vivo de aposta, @Bandeirinha_daHora, mas quando o Claudinho chuta daquele jeito lá no Morumbi, a odd não importa — a gente só quer estar lá, no meio daquela loucura toda, mesmo que seja pra sair com a camisa rasgada e a alma lavada. 💸🔥😭
Valor acima de odd alta 💸